sábado, 5 de abril de 2008

Um Selo pode salvar o Clima da Terra?


Um Selo pode salvar o Clima da Terra? Alguns produtos já exibem no rótulo quanto poluíram. Como isso pode combater o aquecimento global.
Luciana Vicária – Revista Época, ano 2008, nº515 – Edição Verde , 31/03/2008.

RESUMO:
A matéria relata a iniciativa do irlandês Terry Leahy, presidente da maior rede se supermercados da Inglaterra, a Tesco, de redução das emissões de gás carbônico em suas empresas, através da troca de máquinas que consumiam muita energia e da substituição da frota de caminhões a diesel por gás. Neste ano, a Tesco colocou um rótulo em seus produtos informando a quantidade de carbono liberada para o meio ambiente. Com essa atitude valorizou suas ações em 30% e solidificou sua marca. Mostra também a preocupação dos cientistas da ONU com as secas e inundações que o aquecimento global poderá provocar e ainda a informação do economista britânico Nicholas Stern, de que a economia global vai encolher 20% até o fim do século. É possível que, em pouco tempo, o quanto polui, passe a ser um critério de escolha dos produtos alimentícios, ao lado do preço e das informações nutricionais. Menciona a intenção da União Européia em criar limites para a importação de produtos que emitem mais carbono. Cita o alcance de competitividade em uma empresa face a identificação de seu custo ambiental na embalagem. Mostra a sensibilização de empresas brasileiras, como a Natura, que pretende rotular seus produtos até o final do ano. Ressalta, ainda, que os produtos brasileiros estarão em vantagem se a rotulação do carbono for importante no comércio internacional, já que no país 75% da produção de energia vem de hidrelétricas e parte do transporte é feito com veículos a álcool ou biodiesel. O que se conclui é que não é fácil calcular o carbono de um produto e uma possível solução seria a adoção de um padrão de medição global.


ANÁLISE CRÍTICA:
O posicionamento do autor em relação às questões levantadas é pouco crítico quando trata das experiências com o rótulo do carbono e o efeito disso para a conscientização do consumidor. Passa a impressão de ser contemplativo, porque não apresenta prós e contras, porém nos propõem a pensar se a opção pelos alimentos menos poluentes poderá salvar o mundo das mudanças climáticas.
Por outro lado, nos coloca a refletir sobre a credibilidade deste selo a fim de que este não seja apenas um marketing oportunista de ações em prol do meio ambiente. O tema é relevante para a Administração porque nos conduz a pensar a importância da tomada de decisão para enfrentar um mercado globalizado e extremamente competitivo, do planejamento para prever o resultado do comportamento da empresa frente a novos desafios e ainda, o quanto a globalização aproxima e determina práticas comerciais em locais geograficamente distantes e culturalmente diferentes.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Plantar árvores para compensar as emissões de carbono virou mania. Consciência ecológica ou marketing?


Campo Neutro – Fátima Sá – Jornal O GLOBO, de 02/03/2008.
Plantar árvores para compensar as emissões de carbono virou mania. Consciência ecológica ou marketing?
Resumo:
Todos parecem muito preocupados em limpar a barra com o meio ambiente. A solução anunciada tem sido neutralizar as emissões de carbono plantando árvores.
Várias consultorias passaram a dedicar-se ao setor, disponibilizando em seus sites programas que calculam a emissão de poluentes. Basta informar dados como o consumo de gás, luz, a distância que se percorre de carro, o número de viagens de ônibus e a seguir obtém-se o número de árvores a serem plantadas. Através desta técnica, garante-se que um número previamente calculado de toneladas de CO2 emitidos por um conjunto de atividades humanas será capturado na atmosfera pela ação de fotossíntese das plantas. Estas consultorias são contratadas pelas empresas ou por cidadãos comuns para elaborarem projetos de reflorestamento em que é possível comprar mudas e pagar para o seu possível plantio.
Análise Crítica:
Por que possível plantio? A reportagem vai mais a fundo e nos propõem a pensar na ação das empresas que se comprometem a reparar os males causados pelos seus eventos nos despertando perguntas como, será que é somente marketing para tornar o evento politicamente correto? Será que estas árvores serão realmente plantadas? Informa que estas ações ainda são pontuais e realizadas voluntariamente, sem fiscalização e transparência alguma. Indica que o próprio mercado vai buscar a profissionalização neste setor para dar mais credibilidade às suas intenções de preservação ambiental. Segundo o professor Schafeer, é pouco provável que o plantio esteja mesmo neutralizando toda a emissão, porém é um começo. Faz-se necessário, também desenvolver conceitos e interiorizar atitudes, não só individuais como também das empresas para que, ainda que seja um modismo ou marketing, possa transformar-se em ação efetiva na defesa do planeta.

sábado, 8 de março de 2008

QUESTÃO AMBIENTAL: Compromisso e Responsabilidade?

A idéia desse blog é levantar questões ligadas ao meio ambiente apresentando as práticas de sustentabilidade utilizadas por empresas, dando visibilidade aos seus reais interesses: atrair clientes ou compromisso com o meio ambiente, enfocando a responsabilidade ambiental.
O objetivo é analisar tais práticas sob a ótica dos resultados e da continuidade de processo e não lançar um olhar superficial sobre os projetos dessas empresas que, muitas vezes, objetivam apenas garantir sua inserção no mercado, mas tentar avaliar seu processo contínuo.
Serão apresentados também movimentos individuais que garantem uma tomada de consciência e geram a partir disso um mecanismo de cobrança eficaz trazendo melhoras sociais para a comunidade onde tais práticas acontecem.
É um espaço para discussões e reflexões sobre a questão ambiental, já que esta é uma temática que envolve todos, exigindo a participação, pois cada um pode dar sua contribuição para a sobrevivência do planeta.